Advogado de União Estável em Recife e Caruaru

Guia completo sobre união estável

A união nasce dos fatos, o direito pede prova

A união estável nasce dos fatos — convivência pública, contínua e com objetivo de família — mas é o documento que garante os direitos na prática.

O escritório Capistrano Barros Advogado cuida das três frentes em Recife e Caruaru: formalizar a união de quem vive junto, desenhar o contrato de convivência com o regime de bens adequado e conduzir o reconhecimento ou a dissolução, judicial ou em cartório, quando a relação começa a produzir efeitos patrimoniais.

Formalização em cartório: a escritura declaratória

Para o casal que vive junto e quer segurança, o primeiro passo é a escritura pública declaratória de união estável, lavrada em tabelionato de notas. Ela materializa a relação perante terceiros e destrava o dia a dia: inclusão como dependente no plano de saúde, requerimentos junto ao INSS, financiamentos em conjunto, direitos hospitalares. O advogado prepara a minuta, confere o estado civil dos companheiros e orienta sobre o regime de bens a declarar.

Contrato de convivência: escolhendo as regras do patrimônio

Sem contrato escrito, a união estável segue automaticamente a comunhão parcial: o que for adquirido na constância da relação pertence aos dois. O contrato de convivência permite escolher outro regime — separação total, por exemplo — e organizar questões patrimoniais específicas. É especialmente indicado quando um dos companheiros tem empresa, patrimônio anterior relevante ou filhos de outra relação, e costuma caminhar junto com o planejamento da partilha de bens em eventual término.

Cada casal tem uma configuração patrimonial diferente — e o regime certo para um pode ser um problema para outro. Uma conversa define o desenho adequado ao de vocês.

Definir o melhor formato para nós

Reconhecimento judicial: quando não há documento

Muitas uniões só precisam ser provadas quando algo acontece: o companheiro falece e é preciso entrar no inventário, a relação termina e há bens a dividir, o INSS nega a pensão por morte. Nesses casos, a ação de reconhecimento de união estável reconstrói a vida em comum por provas — contas conjuntas, endereço compartilhado, fotos, testemunhas, dependência em cadastros — e fixa o período da união, que define o alcance dos direitos.

Dissolução: encerrando a união com segurança

O fim da união estável produz os mesmos desdobramentos do divórcio: partilha conforme o regime, possibilidade de pensão ao companheiro em situação de dependência e, havendo filhos, guarda, convivência e alimentos. Em consenso e sem filhos menores, a dissolução pode ser feita em cartório; nos demais casos, segue pela via judicial. O escritório conduz as duas, priorizando acordos que encerrem a relação sem alimentar litígios.

Como o escritório atua

Em reunião reservada, o Dr. Capistrano entende o momento do casal — começo, meio ou fim — e indica o instrumento certo: escritura, contrato, ação de reconhecimento ou dissolução. Para chegar preparado, leia quais são os direitos na união estável e, se o término já está em curso, como fazer um divórcio consensual — o roteiro do acordo é o mesmo.

Perguntas frequentes sobre união estável

Existe tempo mínimo de relação para caracterizar a união estável?

Não. A lei não exige prazo, coabitação nem filhos: o que caracteriza a união é a convivência pública, contínua e duradoura com o objetivo de constituir família. Relações curtas podem configurá-la, e namoros longos podem não configurá-la — o que decide é o conjunto de provas.

Quem ainda é casado no papel pode ter união estável com outra pessoa?

Pode, desde que esteja separado de fato do cônjuge. O que o Direito não admite é a união estável simultânea ao casamento em plena vigência — cenário em que a segunda relação, em regra, não gera os efeitos de família.

A escritura de união estável precisa da presença dos dois?

Sim: a declaração em cartório é ato conjunto dos companheiros. Quando um deles já faleceu ou se recusa a declarar, o caminho é o reconhecimento judicial, no qual a convivência é demonstrada por provas — contas, fotos, testemunhas, dependências formais.

O contrato de convivência pode ser feito depois de anos de relação?

Pode ser firmado a qualquer momento da união, mas os seus efeitos valem dali para a frente: o período anterior permanece regido pela comunhão parcial. Por isso, quanto mais cedo o casal define as regras, menor a zona de incerteza sobre o patrimônio.

Viver junto já criou efeitos jurídicos entre vocês — a escolha é apenas entre organizá-los agora ou discuti-los depois. Formalize a relação, ou o fim dela, com quem faz isso todos os dias.

Organizar minha união estável

Conteúdo informativo. Cada situação tem particularidades — converse com um advogado sobre o seu caso.